INFLUÊNCIA DO TRATAMENTO COM OZONIOTERAPIA NA HÉRNIA DE DISCO
DOI:
https://doi.org/10.64597/6x5vt384Resumo
A palavra “coluna” já diz tudo sobre a importância desta estrutura no nosso corpo. Ela é o centro de equilíbrio do sistema musculoesquelético do ser humano e fornece a base para a estabilização do nosso corpo, permitindo uma distribuição perfeita das forças e dos gestos exercidos no nosso dia a dia ou nas práticas esportivas. A palavra “hérnia” significa projeção ou saída por meio de uma fissura ou orifício de uma estrutura contida. O disco intervertebral é uma estrutura fibrosa e cartilaginosa que contém um líquido gelatinoso no seu centro, chamado núcleo pulposo. O disco intervertebral fica entre uma vértebra e outra da coluna vertebral. Esse anel fibroso, quando fissura ou está desgastado, permite que o líquido gelatinoso que está mantido no seu centro realize uma expansão ou abaulamento da sua estrutura e também pode se extravasar. Quando esse fenômeno ocorre em pequenas proporções, chamamos protusão discal. Se a lesão no anel fibroso que mantém o núcleo for grande, o líquido contido no núcleo poderá sair para o meio externo e, quando isso acontece, o disco intervertebral poderá diminuir de volume, achatando-se. Por isso, chamamos de hérnia de disco. A ozonioterapia, técnica que utiliza o ozônio como agente terapêutico para diversas doenças, é utilizada desde o século XIX, e, atualmente, é uma prática aprovada em vários países. É uma técnica terapêutica, que pode ser realizada por via subcutânea (SC); intramuscular (IM); Intradiscal; intracavitaria (espaços peritonial e pleural); intravaginal, intrauretral e vesical e auto-hemoterapia ozonizada. O ozônio é um composto químico de três átomos de oxigênio (O3), um composto altamente energético do oxigênio atmosférico normal (O2). É um tratamento pouco invasivo com mínimos efeitos adversos e baixo custo, sendo uma alternativa recomendada antes do procedimento cirúrgico. acredita-se que seja dissolvido líquido intersticial e reaja rapidamente para formar um conjunto de ROS, tal como peróxido de hidrogênio e o radical hidroxila. Estes radicais podem reagir com carboidratos, proteoglicanos e colágenos (tipo I e II), componentes majoritários do núcleo pulposo. A reabsorção destes produtos hidrolíticos pode conduzir a redução ou desaparecimento do material herniado. Ao diminuir a irritação mecânica, decresce a sensibilidade dos nervos axonais.
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