ATUALIZAÇÃO NO MANEJO DA ISOTRETINOÍNA EM ACNE VULGARIS: REVISÃO SISTEMÁTICA DO NOVO CONSENSO E INTEGRAÇÃO À SEGURANÇA TERAPÊUTICA

Autores

  • Ana Isa Oliveira Azevedo Autor/in
  • Camila Marques de Brito Chaves Autor/in
  • Mariana Marques Diniz Gonçalves Queiroz Autor/in

DOI:

https://doi.org/10.64597/fyzjzp20

Palavras-chave:

Isotretinoína. Acne vulgaris. Segurança terapêutica. Monitorização. Dose.

Resumo

A isotretinoína oral permanece como uma das principais opções terapêuticas para formas graves, cicatriciais ou refratárias de acne vulgaris, porém seu uso envolve questões relacionadas à dose, tolerabilidade, monitorização e segurança. Este estudo teve como objetivo analisar e integrar evidências recentes sobre o manejo da isotretinoína na acne vulgaris, com ênfase nos regimes de dose, segurança metabólica e cardiovascular, aspectos psiquiátricos e reprodutivos, monitorização terapêutica e realização de procedimentos dermatológicos e cirúrgicos. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura mediante busca na base PubMed/MEDLINE, priorizando publicações a partir de 2020 e utilizando termos relacionados à isotretinoína, acne vulgaris e revisões da literatura. Foram analisadas revisões sistemáticas, meta-análises, ensaios clínicos, estudos observacionais, diretrizes e consensos contemporâneos. As evidências indicaram que regimes de baixa dose e intermitentes podem apresentar eficácia satisfatória, com menor frequência ou intensidade de determinados efeitos adversos, embora persistam incertezas quanto aos resultados de longo prazo e à recidiva. A literatura recente também favorece uma abordagem mais individualizada da monitorização laboratorial, especialmente em pacientes sem fatores de risco ou alterações basais, enquanto as evidências disponíveis não estabelecem associação causal consistente entre isotretinoína e eventos cardiovasculares maiores ou transtornos psiquiátricos em nível populacional. Em relação aos procedimentos dermatológicos e cirúrgicos, estudos contemporâneos questionam a necessidade de suspensão rotineira do medicamento por seis meses, embora a segurança dependa do tipo de procedimento e das características individuais. Em contraste, a prevenção da exposição fetal permanece componente fundamental da segurança terapêutica devido ao reconhecido potencial teratogênico da isotretinoína. Conclui-se que o manejo contemporâneo tende à individualização da dose e da monitorização, buscando equilibrar eficácia e segurança sem abandonar medidas rigorosas diante de riscos estabelecidos.

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Publicado

2026-09-28

Como Citar

ATUALIZAÇÃO NO MANEJO DA ISOTRETINOÍNA EM ACNE VULGARIS: REVISÃO SISTEMÁTICA DO NOVO CONSENSO E INTEGRAÇÃO À SEGURANÇA TERAPÊUTICA. (2026). Brazilian Journal of Medical and Health Sciences, 1(3). https://doi.org/10.64597/fyzjzp20