O EIXO PELE-INTESTINO-CÉREBRO NA PATOGÊNESE DA ACNE VULGAR: MECANISMOS NEUROENDÓCRINOS E IMUNOLÓGICOS DA DISBIOSE INDUZIDA PELO ESTRESSE
DOI:
https://doi.org/10.64597/qneckj90Palavras-chave:
Acne Vulgar; Microbiota Intestinal; Estresse Psicológico; Eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal; Microbioma Cutâneo.Resumo
A acne vulgar é uma doença inflamatória multifatorial da unidade pilossebácea, cuja fisiopatologia envolve alterações na produção de sebo, queratinização folicular, microbioma cutâneo e resposta imunológica. Nesse contexto, o eixo pele-intestino-cérebro tem sido proposto como um modelo integrativo capaz de relacionar fatores psicossociais, mecanismos neuroendócrinos e alterações da microbiota à inflamação cutânea. O presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão bibliográfica, as evidências acerca da participação desse eixo na patogênese da acne vulgar, com ênfase na influência do estresse sobre mecanismos neuroendócrinos, microbiota intestinal e resposta inflamatória cutânea. Foram analisadas publicações científicas relacionadas à acne vulgar, ao estresse psicológico, ao eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, à microbiota intestinal, ao microbioma cutâneo e aos mecanismos imunológicos envolvidos na doença. A literatura analisada indica que o estresse pode modular vias neuroendócrinas e neuroimunes, enquanto alterações da microbiota intestinal e da integridade da barreira intestinal podem influenciar processos metabólicos e inflamatórios potencialmente relacionados à pele. Paralelamente, alterações qualitativas do microbioma cutâneo, incluindo interações envolvendo Cutibacterium acnes, podem participar da ativação de vias inflamatórias da unidade pilossebácea. Entretanto, embora exista plausibilidade biológica para a integração desses mecanismos, a relação causal entre estresse, disbiose intestinal e agravamento da acne ainda não está completamente estabelecida. Conclui-se que o eixo pele-intestino-cérebro constitui um modelo relevante para a compreensão integrada da acne vulgar, mas sua importância fisiopatológica e terapêutica ainda requer investigação por estudos clínicos e mecanísticos mais robustos.
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